domingo, 21 de julho de 2013

Morre dramaturgo e ator baiano Armindo Bião


Morre dramaturgo e ator baiano Armindo Bião

O dramaturgo, professor e ator baiano Armindo Bião morreu na noite deste sábado (20), por volta das 20h. Internado há mais de 15 dias no Hospital Aliança, Bião lutava contra um câner já há algum tempo. O enterro será realizado neste domingo (21), às 15h, no Cemitério Jardim da Saudade. Nas redes sociais, artistas e amigos lembraram da importância de Bião para a cena cultural soteropolitana desde os anos 70. "Tanta coisa pra dizer, agradecer, louvar...mas fico com as imagens de sua história, eternizadas no tempo. Saudades!", escreveu o também professor e dramaturgo da Escola de Teatro da Ufba, Luiz Marfuz. O professor da Faculdade de Comunicação, Sérgio Sobreira, também lamentou a morte. "Tenho certeza que nós, seus ex-alunos no Curso Livre de Teatro, e a turma de técnicos e gestores que formou com ele a gestão da Fundação Cultural do Estado de 2003 a 2006, em meio a tristeza que nos abate, cuidaremos para que ele seja lembrado com todo o respeito e a importância que lhe são devidos", escreveu.

Armindo Jorge de Carvalho Bião nasceu em Salvador, em 1950. Era ator, dramaturgo e diretor teatral premiado, professor titular associado, no Brasil, à Universidade Federal da Bahia (UFBA), e, na Europa, à Université de Paris Ouest Nanterre La Défense e à Maison des Sciences de l'Homme Paris Nord, doutor em Antropologia Social e Sociologia Comparada pela Universidade Sorbonne (França), pesquisador do CNPQ, ex-diretor da Fundação Cultural da Bahia (Fonte - Bahia Notícias)

Jards - Filme de Eryk Rocha

Os 70 anos de Jards Macalé!!! Em Nova York, Jards e Eryk Rocha, filho de Glauber, assistiram às exibições concorridas e participaram de debates no MoMA, no Lincoln Center e em programas de TV. O músico e o cineasta têm mesmo o que comemorar, já que o filme foi aplaudido de pé e muito bem recebido pela crítica, com elogios e reportagens de destaque nos principais veículos de imprensa (Março de 2013).


Um Tributo a Clara Nunes, de Carla Visi

Uno de nuestros amigos de Brasil (Affonso Neto) comparte sus preferencias por el nuevo CD de Carla Visi - Um Tributo a Clara Nunes... 

¨Pura Claridademais novo CD de Carla Visi, um tributo a Clara Nunes, Achei fantástico por três motivos, É de Carlinha, É em homenagem a Clara Nunes e Porque Sou do Candomblé! Show!!!¨


domingo, 14 de julho de 2013

Ana Carolina canta atá debaixo d´água!

Para deixar de lado a imagem de cantora de baladas, Ana Carolina "mergulhou" fundo no pop. Com o novo disco "#AC" , ela solta o vozeirão característico em cima de uma programação eletrônica misturada com percussão. "Queria fugir do que eu fiz até então. Tentar fazer pop à minha maneira. Eu tinha ficado muito conhecida como cantora de baladas", avalia. Ainda assim, é a mesma Ana. As baladas são poucas, mas estão ali. 

Ana Carolina "mergulha" de cabeça no pop no novo disco, "#AC"

Em entrevista ao UOL, Ana comentou sobre a nova parceria com o músico Edu Krieger e com o coprodutor do disco, Alê Siqueira, que propôs a mistura no novo trabalho. "O eletrônico não parece tão quadrado com a percussão misturada. Formam uma boa dupla. Modernizar de alguma maneira, tentar fazer algo diferente, isso alimenta a carreira. Esse é um disco do groove", explica.

Um dos destaques do novo disco de Ana é Chico Buarque. Ele canta e entra na brincadeira de "Resposta da Rita", escrita pela cantora como contraponto ao clássico buarquiano "A Rita". "Maria Bethânia pediu para eu fazer uma resposta de 'A Rita'. Falei: 'vamos ver, não sei'. Comecei a fazer timidamente", conta Ana. Chico aprovou a resposta. "Quando ele aceitou participar vi que tinha aprovado. Foi bom ter esse aval. Ele se divertiu também na gravação".

A influência mais eletrônica também está no dia-a-dia. Ana batizou o disco pensando nas redes sociais. "#AC", com a hashtag característica do Twitter, reflete o vício da cantora com a internet. "Fico conectada não sei quantas horas por dia, almoço com o computador na minha frente, vou para o estúdio, canto com o laptop. Não escrevo com caneta e papel há um bom tempo. Estou completamente vitimizada pela internet", diz, aos risos.

Da vida moderna, adaptou as agruras de um relacionamento na música "iPhone". "Os benefícios e os probleminhas que o iPhone traz, não é? Essa coisa da pessoa que liga, você não atende e ele retorna bloqueado só para você atender. As mensagens que pulam na tela e todo mundo na mesa vê", brinca. 

As canções "Un Sueño Bajo El Agua", com participação de italiana Chiara Chivello, e "Leveza da Valsa", com Guinga, contrapõem o clima eletrônico do disco com, como ela mesma descreve, "harmonias sofisticadas". Ambas foram lançadas antes do disco ficar pronto e ganharam clipes dirigidos pela própria cantora. Nos futuros shows, no entanto, elas também podem cair na pista: "Estou pensando em fazer um show só com DJ. Uma balada rítmica", comenta.

Os tempos podem ser modernos, mas Ana ainda goza de uma popularidade que a acompanha desde o finzinho da década de 90. O disco, liberado para streaming no iTunes, na terça-feira (28), já tem duas canções nos folhetins globais "Amor à Vida" (com o novo single "Combustível") e "Flor do Caribe" ("Luz Acesa").

"Me considero uma cantora popular. Até por estar na novela, que é um publico grande. Se existe uma coisa que mantém a música popular brasileira sendo ouvida, é a telenovela. Você não tem exatamente um programa musical na TV. Sua música toca 10 segundos na novela e tem milhões de pessoas ouvindo. É um absurdo", avalia (Fonte - Uol MAIO DE 2013).

A Rota Tirolesa em Piracicaba

Um ouvinte de descendencia tirolesa no Uruguay me pediu para falar mais sobre a Colonia Tirolesa de Piracicaba. Aqui vao algumas informaçoes mais detalhadas...


No século XIX, a Província de Trento, pertencente ao Império Austro-Húngaro, constituía-se na principal rota de comércio com a Europa Central, ocasionando em decorrência desta característica o início dos conflitos pela unificação desta região pela Itália.

Junto com as guerras vieram a fome, o excesso de mão de obra camponesa e a falta de emprego, e em face destes problemas muitas famílias resolveram seguir as promessas da legendária América, motivadas pela campanha que o Governo Imperial Brasileiro realizava na Europa para intensificar a imigração e a colonização do país.

Incentivados pela família Stenico de Romagnano que estava no Brasil desde 1877, outros seguiram o mesmo caminho. Deixaram o Tirol as famílias: Correr, Forti, Brunelli, Pompermayer, Degasperi, Cristofoletti, Vitti, Mosna e seguiram pra o Brasil. Seguiram para Fazenda Sete Quedas de propriedade do Sr. Visconde de Indaiatuba na cidade de Campinas, na qual, trabalharam sob um regime de parceria. Com o término deste contrato, algumas famílias se mudaram para Piracicaba para trabalharem na Fazenda Monte Alegre e outras se mudaram para a cidade de Rio Claro.


Por obra do destino em 1893 as famílias tirolesas se reencontraram novamente em Piracicaba e fundaram o bairro Santa Olímpia e Santana transformando-se em um dos principais núcleos de imigração tirolesa no Brasil e conhecida como a Colônia Tirolesa de Piracicaba.

O bairro Santa Olímpia, na cidade de Piracicaba, é um pequeno pedaço do Trentino no Brasil. Fundado por imigrantes tiroleses no final do século XIX, o bairro mantém hoje viva a memória e as tradições dos pioneiros, através do folclore, da gastronomia, das festas típicas e do modo de viver e falar de seus moradores (Fonte - Rota Tirolesa de Piracicaba) 


SAIBA MAIS AQUI.

Piracicaba e a Casa do Povoador

Também conhecida como a Noiva da Colina, Piracicaba foi fundada por um bandeirante que se encantou com o local e resolveu abandonar a equipe enviada por Portugal com o fim de colonizar o interior do país para ali se instalar.

O nome do município vem da língua tupi e significa "o lugar onde o peixe chega", através da junção dos termos pirá ("peixe"), syk ("chegar") e aba ("lugar"). É uma referência às quedas do Rio Piracicaba, que bloqueiam a migração (piracema) dos peixes. Aliás, piracema também é um nome de origem tupi, significa sem saída -  junção dos termos pirá ("peixe") e sem ("sair") .   É o período de desova dos peixes, quando eles sobem os rios até suas nascentes para desovar.


Voltando ao nosso colono, surgiu assim a Casa do Povoador. Seu proprietário o Capitão Antonio Corrêa Barbosa, pode ser considerado o primeiro habitante de Piracicaba.

Localizada na Rua do Porto, à margem esquerda do rio Piracicaba, foi tombada pelo Patrimônio Histórico do Estado e do Município e abriga um Centro Cultural.



Abaixo vcs podem ver os famosos Bonecos do Elias, em frente a casa do povoador, momento inesquecível, captado pelo fotógrafo Fabrice Desmonts.


Para os que querem se aprofundar na história do vlehinho piracicabano de 71 anos que mantém a tradiçao local fazendo bonecos, achei essa tese de mestrado bárbara da Unicamp!

Saiba mais sobre esta fantástica cidade AQUI e AQUI.

TIÃO CARREIRO E PARDINHO - Rio de Lágrimas .wmv



O Rio Piracicaba atravessa uma das regiões mais antigas de ocupação do Estado de São Paulo e está firmemente situado na cultura da cidade de Piracicaba, que cresceu ao longo de suas margens. 

Nesta cidade, diversas festas populares são realizadas às margens do rio, a figura do pescador caipira ainda resiste e a música caipira típica daquela região imortalizou o rio na música Rio de Lágrimas, composta por Tião Carreiro.